Fazer liberação miofascial de forma incorreta pode trazer prejuízos.

Por Lucas Braz
A massoterapia é uma prática importante para cuidar do corpo e da mente. Com toques e movimentos, o massoterapeuta melhora a circulação, ajuda a reduzir o estresse e solta músculos tensos. Entre as várias técnicas usadas estão, como exemplo, a drenagem linfática e o trabalho em pontos gatilho. O foco deste texto é a liberação miofascial, uma técnica que age na fáscia, o tecido que envolve músculos e órgãos.

A liberação miofascial é uma massagem que trabalha a fáscia para reduzir aderências e dar mais mobilidade ao corpo. O terapeuta aplica pressão firme e alongamentos lentos para “descolar” áreas que estão presas, melhorar o fluxo sanguíneo e reduzir a dor. Muitas pessoas relatam menos rigidez e mais amplitude de movimento após algumas sessões, o que ajuda na recuperação e na prevenção de lesões.

É fundamental procurar um profissional qualificado para fazer a liberação miofascial. Um terapeuta treinado avalia o corpo, identifica onde está o problema e aplica a pressão adequada sem causar dano. O profissional também reconhece quando a técnica não é indicada, por exemplo em casos de trombose venosa profunda, infecção na pele, fratura recente ou neoplasia, e ajusta o tratamento conforme a resposta do paciente.

Fazer liberação miofascial de forma incorreta pode trazer prejuízos. Pressão excessiva, manobras inadequadas ou trabalho em áreas com contraindicação podem aumentar a dor, causar inflamação ou provocar lesões. O uso de ferramentas de auto-liberação sem orientação pode transferir tensão para outras regiões e agravar padrões compensatórios. Por isso é importante orientação profissional e interromper a prática ao sentir dor intensa, formigamento ou dormência.

Para potencializar os efeitos da liberação miofascial em casa e antes do treino, combine autoliberação moderada com aquecimento dinâmico e ativação muscular. Use rolo de espuma ou bola por 30 a 90 segundos em músculos grandes como panturrilha, quadríceps, posteriores de coxa, glúteos e lombar, seguido por movimentos dinâmicos como passadas, deslocamentos laterais e rotações de tronco. Complete com exercícios de ativação leve como ponte de glúteos, pranchas curtas e agachamento com amplitude progressiva. Desconforto leve é aceitável, mas dor forte, formigamento ou dormência são sinais para parar e procurar um profissional.

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