Múltiplos nomes disputam vaga: pré-candidatos ao Senado pelo DF aquecem cenário eleitoral de 2026

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Por Rebeca Luisy

O Distrito Federal já conta com, ao menos, cinco nomes conhecidos como pré-candidatos ao Senado nas eleições de 2026, em disputa por duas das três cadeiras da unidade da Federação. A configuração atual revela predominância de figuras ligadas à direita e ao campo conservador, além da tentativa de reeleição de parlamentares com trajetória consolidada no cenário local e nacional.

Pelo PL, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (ainda a confirmar) e a deputada federal Bia Kicis aparecem como nomes centrais, apresentadas publicamente como uma “chapa pura” do partido para o Senado, com apoio direto do ex-presidente Jair Bolsonaro. A pré-candidatura de Michelle é tratada como prioridade estratégica, reforçada por pesquisas internas e declarações de lideranças da sigla, enquanto Bia Kicis, já em campanha antecipada, busca capitalizar sua atuação na Câmara e em pautas ligadas ao conservadorismo e ao embate com o Supremo Tribunal Federal.

No campo governista local, o atual governador Ibaneis Rocha (MDB) é apontado como pré-candidato a uma das vagas ao Senado, movimento que reconfigura a disputa majoritária no DF e abre espaço para que a vice-governadora Celina Leão (PP) se projete como possível candidata ao governo. A intenção de Ibaneis de migrar para o Senado é vista como tentativa de ampliar sua influência em âmbito nacional e consolidar alianças com bancadas do centro e da direita, em articulação com lideranças empresariais e regionais.

Entre os nomes que despontam fora do eixo principal do bolsonarismo, figura o ex-desembargador Sebastião Coelho, filiado ao Novo, que já manifestou desejo de concorrer ao Senado pelo DF. Sua pré-candidatura busca dialogar com segmentos críticos ao sistema político tradicional, com discurso centrado em combate à corrupção, defesa de reformas institucionais e maior rigor na relação entre Poderes. Em paralelo, Leila Barros (PDT), senadora em exercício, é citada em estratégias partidárias ligadas à reeleição e à manutenção de uma presença mais moderada e voltada a agendas sociais na bancada do DF.

Analistas políticos destacam que a multiplicidade de pré-candidatos no campo conservador – especialmente em torno do PL e de aliados – pode fragmentar votos e tornar a disputa pelas duas vagas acirrada, com impacto direto na composição de forças no Senado. Com as convenções partidárias previstas entre 20 de julho e 5 de agosto, ainda há margem para rearranjos, acordos internos e eventual retirada ou substituição de nomes, em um xadrez que permanecerá em movimento até o registro definitivo das candidaturas na Justiça Eleitoral.

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