
Por Rebeca Luisy
O avanço da temporada de seca no Distrito Federal impõe um estado de atenção constante à saúde da população. As projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam para um cenário crítico nos próximos dias, com a umidade relativa do ar podendo despencar para níveis preocupantes de até 20% e os termômetros registrando marcas de 31 °C. Diante do calor intenso e da aridez extrema do clima, especialistas em saúde reforçam que a ingestão frequente de líquidos deixa de ser um mero hábito e passa a ser uma medida preventiva indispensável para evitar descompensações do organismo.
Os impactos da estiagem prolongada afetam diretamente o sistema respiratório e o bem-estar físico. De acordo com a engenheira ambiental Jennifer Rios, do programa VigiDesastres, o ar seco compromete as barreiras naturais de proteção do corpo. A falta de umidade provoca o ressecamento contínuo das mucosas do nariz, da garganta e dos olhos, além de danificar a pele, favorecendo quadros de irritação ocular, sangramentos nasais e complicações cardiovasculares e respiratórias. A aceleração na perda de fluidos pelo calor também pode desencadear tonturas, exaustão e mal-estar geral.
O quadro de vulnerabilidade torna-se ainda mais delicado diante das queimadas no Cerrado, frequentes neste período do ano. A dispersão de fuligem, poeira e gases tóxicos na atmosfera prejudica sensivelmente a qualidade do ar, agravando a situação de pacientes diagnosticados com asma, bronquite, rinite alérgica e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Nesses cenários, grupos como crianças, idosos, gestantes e pessoas que desempenham atividades profissionais ao ar livre precisam adotar cuidados redobrados para mitigar os efeitos danosos do clima.
Para enfrentar os dias mais severos da seca sem comprometer a saúde, os especialistas recomendam a adoção de hábitos práticos e contínuos de proteção. A principal instrução é beber água constantemente, sem esperar pela sensação de sede. Além disso, orienta-se a lubrificação frequente das narinas com soro fisiológico 0,9%, o uso de colírios adequados e hidratantes corporais, bem como a umidificação dos ambientes internos com o auxílio de aparelhos específicos, bacias de água ou toalhas molhadas.
Em caso de manifestação de sintomas leves ou desconfortos persistentes, a população deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para receber o acompanhamento adequado. Atendimentos de urgência podem ser realizados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Já diante de situações de emergência grave, a orientação é acionar imediatamente as equipes do Samu-DF pelo telefone 192 ou o Corpo de Bombeiros Militar pelo 193.






































