
Por Rebeca Luisy
A secretária de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, Giselle Ferreira, tem utilizado agendas públicas e entrevistas para reforçar a centralidade da assistência social na garantia de dignidade a milhares de famílias em situação de vulnerabilidade no DF. Em participação em programas de rádio e portais de notícias, ela tem enfatizado que a política social do GDF precisa ir além da transferência de renda, articulando segurança alimentar, acolhimento e acesso a serviços básicos. Segundo a gestora, o objetivo é consolidar uma rede de proteção capaz de interromper ciclos de pobreza extrema e exclusão social.
Entre as prioridades apresentadas por Giselle está o fortalecimento de programas de combate à fome, como o Cartão Prato Cheio, instrumento que garante benefício financeiro mensal para a compra de alimentos a famílias em maior vulnerabilidade socioeconômica. A secretária destaca que a ampliação do número de contemplados e a regularidade na concessão do benefício são fundamentais para assegurar que a mesa das famílias do DF não fique vazia. Ela também ressalta que a política de segurança alimentar é pensada em conjunto com ações nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e demais serviços do Sistema Único de Assistência Social (Suas), de forma a oferecer acompanhamento contínuo aos usuários.
Outro eixo reiterado pela titular da Sedes é a expansão da oferta de vagas em creches, tratada por ela como condição indispensável para que mães e responsáveis possam acessar o mercado de trabalho com estabilidade. Giselle argumenta que zerar filas de creches é medida estrutural, pois permite que as famílias organizem sua rotina, reforcem a renda e reduzam a dependência exclusiva de benefícios de transferência. Na avaliação da secretária, a política de primeira infância, ao garantir acolhimento seguro para crianças, também contribui para o desenvolvimento integral e para a prevenção de situações de negligência e violência.
Giselle Ferreira ainda tem sublinhado que a efetividade da assistência social depende da integração com outras áreas do governo, como educação, saúde, trabalho e direitos das mulheres. Professora de carreira da rede pública e ex-secretária da Mulher, ela defende que a construção de políticas públicas precisa considerar as especificidades de gênero, território e ciclo de vida, sobretudo em regiões administrativas com maiores indicadores de pobreza. Nesse sentido, a atuação articulada de equipes técnicas nos territórios é apontada pela gestora como fator decisivo para que programas cheguem a quem mais precisa, de forma célere e com acompanhamento qualificado.
Ao projetar os próximos passos da pasta, a secretária reforça que o desafio é consolidar avanços, ampliar a cobertura dos programas e aperfeiçoar mecanismos de busca ativa das famílias em extrema vulnerabilidade. Para ela, a combinação entre benefícios de renda, acesso a creche, segurança alimentar e acompanhamento socioassistencial constitui um caminho concreto para devolver dignidade e perspectivas de futuro a milhares de brasilienses. Giselle sustenta que fortalecer a assistência social é, ao mesmo tempo, uma resposta imediata à fome e ao desemprego e um investimento de longo prazo na redução das desigualdades no Distrito Federal.





































