Intenção de consumo das famílias cresce em fevereiro, aponta Fecomércio-DF

Foto: Valter Campanato

Da redação

Índice medido pela CNC mostra leve alta, impulsionada pela melhora na perspectiva profissional e no emprego atual

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias no Distrito Federal (ICF/DF) registrou 107,3 pontos em fevereiro, apresentando alta de 0,3% em relação ao mês anterior. O resultado mantém o índice acima do nível de satisfação (100 pontos) e supera a média nacional, que ficou em 103,7 no mesmo período. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A elevação do índice foi influenciada pelo aumento nos subindicadores de “perspectiva profissional” (+3,2%), “emprego atual” (+1,6%), “renda atual” (+0,5%) e “perspectiva de consumo” (+0,4%). Em contrapartida, houve quedas nas “condições de acesso ao crédito” (-1,7%) e no “nível de consumo atual” (-1,0%). Já o subíndice “momento para aquisição de bens duráveis” permaneceu estável em relação a janeiro, mas acumula uma retração expressiva de -21,0% nos últimos 12 meses.

“Esse resultado mostra que, em relação ao mês anterior, registramos melhora nos subíndices que medem o otimismo em relação à perspectiva profissional e as condições do emprego atual na nossa capital, enquanto tivemos um pessimismo em relação às condições de acesso ao crédito, bem como no nível de consumo atual”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.

Na comparação anual, o ICF-DF avançou 3,8 pontos percentuais, passando de 103,5 para 107,3. Apesar do crescimento, Freire alerta para um cenário de cautela. “A análise de intenção de consumo no Distrito Federal revela certa cautela das famílias nos últimos três meses, provavelmente interligada ao processo inflacionário e ao aumento das taxas de juros, que impactam o poder de compra”, observa. Ele destaca ainda que o setor de comércio e serviços precisará adotar estratégias criativas para sustentar as vendas diante desse contexto econômico.