Tchau, fila de espera: DF bate recorde histórico e vira líder nacional em cirurgias eletivas

Por Rebeca Luisy

Imagine esperar mais de dez anos por uma cirurgia e ver a convocação chegar bem antes do esperado. Essa virada de chave no atendimento médico fez a saúde pública do Distrito Federal alcançar o topo do ranking nacional de crescimento em procedimentos eletivos. De janeiro a julho, a rede pública cravou a marca histórica de 36.442 cirurgias realizadas — um salto de quase 36% em relação ao ano anterior —, elevando a média para mais de 5,2 mil procedimentos por mês e alcançando o pico inédito de 6,1 mil intervenções no mês de julho.

O motor por trás desse ritmo acelerado é o programa Opera DF, criado justamente para zerar a espera por consultas, exames e cirurgias ao somar forças entre os hospitais públicos e a contratação da rede privada. Desde o ano passado, a iniciativa já promoveu mais de 58 mil cirurgias entre ambulatoriais e de alta complexidade. Para fechar o cerco contra a fila, o governo assinou recentemente um aporte extra de R$ 50 milhões voltado exclusivamente para a área de ortopedia, garantindo o atendimento de quase 4 mil pessoas que aguardavam por procedimentos na coluna, joelho e quadril.

O resultado dessa força-tarefa se reflete na vida de quem dependia do sistema de saúde e via a fila andar a passo de tartaruga. Procedimentos super procurados tiveram uma queda drástica no tempo de espera: a cirurgia de vasectomia, por exemplo, viu o tempo médio despencar de 172 dias para zero. Já os casos de operação de varizes caíram de 1.046 dias de espera para impressionantes 6 dias, enquanto procedimentos na tireoide, vesícula e próstata também registraram reduções drásticas tanto no tempo de fila quanto no número de pacientes aguardando chamada.

Para fazer as engrenagens dos centros cirúrgicos girarem sem travar, a Secretaria de Saúde do DF aplicou ajustes estratégicos, incluindo novos incentivos financeiros para complementar a tabela do SUS e atrair médicos especialistas. Esse modelo turbinou atendimentos vitais em áreas complexas, garantindo desde implantes de marcapasso na cardiologia até procedimentos de alta precisão por videolaparoscopia, oncologia, ginecologia e cirurgias de cabeça e pescoço.

A estratégia de contratar leitos e serviços na rede privada já mostrou resultado prático, com quase metade das mais de 19 mil cirurgias terceirizadas devidamente concluídas. Áreas como oftalmologia, urologia e cirurgia geral já ultrapassaram a metade das metas contratadas, garantindo alívio rápido para a população. A atual gestão comemora o primeiro lugar do DF no cenário nacional como prova de que a combinação entre parcerias inteligentes e investimentos em novos hospitais é o caminho para devolver a dignidade e a saúde aos brasilienses.

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