
Por Rebeca Luisy
Alderico da Silva Pinheiro Filho, conhecido como Rico Pinheiro, é o candidato do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) ao Governo do Distrito Federal nas eleições de 2026. Natural do Amapá, ele nasceu em 16 de fevereiro de 1980 e concorre com o número 28, tendo Cristiane Barros como candidata a vice-governadora. O nome foi aprovado em convenção partidária realizada em agosto, quando o PRTB também definiu sua participação na disputa majoritária.
Durante sabatina sobre os principais desafios da capital, Rico Pinheiro concentrou seu discurso na melhoria dos serviços públicos, especialmente nas áreas de transporte, saúde e educação. O candidato criticou a atual estrutura da mobilidade urbana e defendeu a modernização da gestão, com adoção de novas tecnologias e ampliação da oferta de ônibus para regiões administrativas que enfrentam longos deslocamentos e dificuldades de acesso.
Como alternativa para o transporte coletivo, o candidato propõe a construção de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com participação de empresas privadas por meio de parcerias público-privadas. Segundo Rico Pinheiro, a captação de investimentos e o diálogo com o setor produtivo poderiam acelerar a implantação de soluções para reduzir o tempo gasto pela população no trânsito e melhorar a integração entre as cidades do Distrito Federal.
Na saúde, o candidato afirma que é necessário ampliar a qualidade do atendimento e criar políticas específicas para a saúde mental. Entre as propostas apresentadas está a implantação de uma estrutura pública de acolhimento especializado para pessoas em sofrimento psicológico. Rico Pinheiro também defende ações de inclusão social, atividades esportivas e valorização da população idosa, além de medidas para enfrentar o aumento dos problemas relacionados à saúde mental no DF.
Na área econômica, Rico Pinheiro propõe utilizar o Banco de Brasília (BRB) como instrumento de fomento ao comércio local, às pequenas empresas e aos trabalhadores informais. Ele também defende a atração de indústrias, a geração de empregos e a modernização do ensino para reduzir a evasão escolar e ampliar as oportunidades para os jovens. O candidato declarou R$ 4,38 milhões em bens à Justiça Eleitoral, mas seu pedido de registro foi apresentado após o prazo legal e ainda dependia de análise da Justiça Eleitoral, procedimento que não representa, por si só, o deferimento ou o indeferimento da candidatura.
Não foram localizados, nas fontes consultadas, registros confiáveis de que Rico Pinheiro responda pessoalmente a investigação ou processo relacionado a corrupção, desvio de recursos ou outro escândalo de grande repercussão. Também é importante não confundi-lo com João Pinheiro, empresário e candidato do PRTB em Marília que apareceu em notícias sobre acusações de estelionato e lavagem de dinheiro; trata-se de outra pessoa, sem relação comprovada com o candidato ao Governo do Distrito Federal.
O principal episódio controverso envolvendo a candidatura de Rico Pinheiro foi de natureza eleitoral e administrativa. Segundo informações divulgadas pelo TRE-DF, o pedido de registro da chapa foi apresentado em 18 de agosto, três dias depois do prazo legal, encerrado em 15 de agosto, às 19h. A situação deveria ser analisada pela Justiça Eleitoral, mas o atraso no protocolo, por si só, não configura crime nem comprova irregularidade pessoal do candidato.






































