Colesterol exige avaliação individual e vai muito além da alimentação

Foto: Adobe Stock

Por Rebeca Luisy

O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado em 8 de agosto, reforça a importância do acompanhamento médico e da prevenção das doenças cardiovasculares. Embora a alimentação tenha papel relevante, o risco associado ao colesterol também depende de fatores como idade, histórico familiar, doenças preexistentes e tempo de exposição a níveis elevados.

O colesterol é necessário para o funcionamento do organismo, participando da estrutura das células e da produção de hormônios e vitamina D. O problema ocorre quando partículas como o LDL, conhecido como “colesterol ruim”, permanecem em excesso na circulação e favorecem a formação de placas nas artérias; já o HDL auxilia no transporte do colesterol de volta ao fígado, enquanto os triglicerídeos atuam como fonte e reserva de energia.

Por esse motivo, não existe uma única meta de LDL adequada para todas as pessoas. Indivíduos que já tiveram infarto, acidente vascular cerebral ou outras doenças cardiovasculares, assim como aqueles que convivem com diabetes ou apresentam histórico familiar de eventos precoces, podem necessitar de metas mais rigorosas. As diretrizes brasileiras recomendam considerar tanto o risco cardiovascular global quanto possíveis causas genéticas e secundárias da alteração.

A hipercolesterolemia familiar é um exemplo de condição genética que pode manter o colesterol elevado desde a infância e aumentar a exposição acumulada ao LDL ao longo da vida. Nesses casos, a investigação médica pode contribuir para o diagnóstico precoce do paciente e de outros familiares. Na alimentação, a orientação é priorizar produtos in natura ou minimamente processados, fibras e fontes de gorduras insaturadas, sem transformar o cuidado em uma lista rígida de alimentos permitidos e proibidos.

Também é necessário ter cautela com informações compartilhadas nas redes sociais que prometem reduzir ou “zerar” o colesterol por meio de dietas extremas, suplementos ou receitas caseiras. As estatinas e outros medicamentos devem ser utilizados somente quando houver indicação clínica, com acompanhamento profissional, pois a interrupção ou alteração do tratamento sem orientação pode elevar o risco cardiovascular. A prevenção depende de exames periódicos, hábitos saudáveis e avaliação individualizada, e não de fórmulas rápidas ou soluções universais.

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