
Por Rebeca Luisy
O diagnóstico precoce continua sendo a ferramenta mais eficaz para salvar vidas e elevar expressivamente as chances de cura do câncer de mama. Para assegurar uma assistência ágil e contínua, a rede pública de saúde do Distrito Federal conta com um protocolo bem definido, estruturado para acolher desde o primeiro rastreamento preventivo até a realização de exames especializados, cirurgias e quimioterapia.
A porta de entrada para qualquer atendimento na rede distrital é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente. Mulheres com idades entre 40 e 75 anos devem procurar a UBS para realizar o acompanhamento preventivo, conforme diretriz do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, a busca imediata por avaliação médica é fundamental diante do surgimento de sintomas de alerta, como nódulos palpáveis, retração ou vermelhidão na pele, saída de secreção mamilares e inchaço nas axilas. Cabe destacar que, embora seja uma patologia predominantemente feminina, homens também podem ser acometidos pela doença e representam cerca de 1% dos casos registrados.
Durante a consulta inicial na UBS, o profissional de saúde emite a solicitação para a mamografia de rastreamento. O exame é realizado em unidades de referência da rede — como os hospitais regionais de Sobradinho, Asa Norte, Leste, Samambaia, Taguatinga, Gama e Ceilândia, além do HMIB, Cesmu e CRT — ou por meio de parcerias estratégicas, a exemplo do projeto Peito Aberto. Após o agendamento, o paciente é devidamente notificado sobre a data, o horário e o local de realização do procedimento.
Nos casos em que o exame de imagem ou a avaliação clínica apontem alterações suspeitas, o paciente é encaminhado prioritariamente para consulta especializada com um mastologista na rede hospitalar. Quando necessário, o especialista realiza a biópsia de forma imediata no próprio consultório ou solicita o agendamento guiado por imagem (ecografia, mamografia ou ressonância) junto às unidades de radiologia.
Com a confirmação do diagnóstico, o plano terapêutico individualizado é elaborado e iniciado com celeridade. A depender do estágio do tumor e das condições clínicas apresentadas, o tratamento pode ser iniciado por intervenção cirúrgica ou sessões de quimioterapia, sempre amparado pelo acompanhamento multiprofissional e integral das equipes de oncologia do DF.






































